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Sargento da PM é condenado a 31 anos por estupro de vulnerável no Rio; enteada relatou abusos desde os 8 anos

RJ
09 de Setembro de 2026 às 08:00
4 min de leitura
Sargento da PM é condenado a 31 anos por estupro de vulnerável no Rio; enteada relatou abusos desde os 8 anos

Abuso infantil Banco de dados A Justiça do Rio condenou um 1º sargento da Polícia Militar a 31 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável contra a enteada. A decisão foi da juíza Bruna Hayar Fuscella. O g1 mostrou que, em mensagens, ele ameaçou a adolescente para que não contasse e a chamou de "gostosa do pai". O militar está preso desde janeiro deste ano e a decisão foi assinada no fim de julho. O caso começou a ser investigado em dezembro, quando a adolescente, hoje com 15 anos, disse para a mãe que era abusada pelo padrasto desde os 8 anos. Em depoimento, a menina relatou que os abusos começaram enquanto ela se recuperava de uma cirurgia de apendicite. Durante a troca de curativos, segundo ela, o padrasto passava a mão nas áreas íntimas dela. A menina relatou que foram vários episódios assim ao longo dos anos e que, uma vez, acordou com o padrasto em cima dela, beijando-a na boca e mantendo uma arma de fogo ao lado da cama para intimidá-la. Infância despedaçada: como proteger crianças e adolescentes do abuso sexual Em outro momento, segundo o depoimento dela, ele expôs o órgão genital para ela e tentou agarrá-la à força. A vítima destacou que era constantemente ameaçada com a arma de fogo e sofria manipulação psicológica, sendo alertada de que ficaria sozinha ou sem a mãe, o que a motivou a guardar segredo até dezembro de 2025. Também em depoimento, a mãe disse que a criança teve um profundo impacto emocional e psicológico, passando a realizar acompanhamento psicológico duas vezes por semana, apresentando isolamento social, distúrbios alimentares, queda no rendimento escolar e forte sentimento de culpa por supostamente ter desestruturado a família. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. A magistrada Hayar determinou que a pena, a ser cumprida em regime fechado, seja de 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão e o pagamento e dez salários-mínimos para a família da vítima em danos morais. Em nota, a PM disse que "o militar foi preso e encaminhado à Unidade Prisional da Corporação. O policial foi submetido a Conselho de Disciplina, procedimento destinado a apurar sua conduta e avaliar a existência dos requisitos necessários à sua permanência nas fileiras da Corporação." Mensagens anexadas ao processo Além da prisão preventiva, a Justiça também deferiu medidas protetivas a favor da adolescente. As vítimas relataram ameaças sofridas antes da prisão dele. Em um dos prints de conversas por aplicativo de mensagem, o número atribuído ao policial envia a seguinte mensagem: “Apaga essa mensagem e para de falar dos meus carinhos, eu só queria que você entendesse como é ser mulher de verdade. Eu te criei pro mundo, por isso te preparei, para você não cair nas mãos de homem canalha. Eu só queria te ensinar as coisas. O que eu fiz com você foi com a permissão de Deus.” Em seguida, ele emenda em uma ameaça e culpa a vítima: “Se não pode acontecer algo ruim comigo e automaticamente vai acontecer com a sua mãe e seu irmão. Lembra do tio, pensa com carinho. Você entendeu tudo errado, eu não queria te machucar, nós somos uma família e por causa de você tudo está se acabando”. Nas provas, que foram anexadas ao processo, a pessoa ainda pede que a jovem apague as mensagens e “não fale mais nada para ninguém mesmo que pressionem”. Por fim, ele volta a ameaçar dizendo que a garota precisa fazer tudo certo “para não ficar sem a mãe” e adiciona “te amo, gostosa de pai”. Em provas adicionadas pela ex-esposa, que se separou depois de saber dos abusos sofridos pela filha, ele ameaça a mulher e a adolescente. “Não vai sobrar nada de você”, “tudo vai se resolver de forma rápida”, “o Rio é bem perigoso e eu conheço muita gente” foram frases que o PM enviou para a ex-mulher. O g1 não conseguiu contato com a defesa do policial militar.
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