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Preso por golpes em app de namoro é condenado por estelionato no RJ

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27 de Setembro de 2026 às 08:00
4 min de leitura
Preso por golpes em app de namoro é condenado por estelionato no RJ

Caio Henrique, em foto de seu perfil em uma rede social. A legenda diz: Reprodução/Instagram Caio Henrique da Silva Camossatto, preso desde 2024 acusado de aplicar golpes financeiros em mulheres que conhecia em aplicativos de namoro, foi condenado a mais de seis anos de prisão no Rio de Janeiro. Caio foi preso em dezembro de 2024 em São Paulo, após meses foragido. Atualmente, está no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. O caso dele foi revelado pelo Fantástico em 2023. No Rio, Caio foi condenado pelo 2º Juizado de Violência Doméstica a 6 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, além do pagamento de 61 dias-multa. A vítima do caso do Rio de Janeiro afirma que teve um prejuízo de mais de R$ 400 mil após um relacionamento de aproximadamente 3 meses com Caio. Mulheres articulam armadilha para prender golpista de aplicativo de namoro A condenação, que manteve a sentença dada em 1ª instância, determinou ainda o pagamento de R$ 20 mil por danos morais à vítima. “O recurso defensivo foi desprovido, mantendo os desembargadores integralmente a sentença de primeira instância. Esse processo transitou em julgado no dia 21 de setembro. Logo, e via de regra, a condenação não mais comporta modificação”, disse o advogado Arthur Emerich, representante do escritório Campos & Emerich Advogados. O advogado atua em defesa de outras duas mulheres que acusam Caio do mesmo crime. O processo corre em segredo de Justiça. Procurada, a defesa de Caio Henrique Camossatto diz que não irá se pronunciar sobre o caso. Momento em que Caio Henrique Comossato é preso pela polícia Reprodução/Fantástico Diferentes golpes Em alguns casos investigados pela Polícia Civil, Caio se apresentava em aplicativos de relacionamento como "Caio Andrade", um fazendeiro de Minas Gerais bem-sucedido que alegava ser parente do bicheiro Rogério Andrade. Com o desenvolvimento das relações, Caio passava a alegar que sua conta bancária tinha sido bloqueada pela Receita Federal, e algumas mulheres pagavam contas pessoais dele e faziam transferências bancárias para ajudá-lo. Uma das vítimas afirmou que ele passou a solicitar empréstimos justificando a manutenção de uma fazenda em Goiás. Entre abril e maio de 2022, a mulher diz ter transferido R$ 427 mil para contas que Caio Camossatto indicou. Ela alega que passou a perceber o golpe quando o homem não devolvia valores recebidos e não cumpra os compromissos financeiros que tinha assumido. Em outra investigação, Caio alegava ser espírita e dizia à mulher com quem se relacionava que estava sendo vítima de um "trabalho" espiritual. Para ajudá-lo a desfazer as consequências do "trabalho", uma delas diz ter entregado a ele um cordão de R$ 1,5 mil, que nunca foi devolvido. No momento em que foi preso, Caio ainda tentou aplicar um golpe no policial que efetuou sua prisão. Segundo o depoimento do agente, Camossatto teria tentado convencê-lo a comprar um imóvel. Outras investigações no RJ Caio Henrique Camossato, em foto na frente do espelho. Reprodução/Fantástico Caio foi preso em São Paulo em 2024 com um mandado de prisão emitido pela Justiça do Rio de Janeiro. Outras investigações seguem em curso contra ele nos dois estados. No Rio de Janeiro, ele é investigado em um inquérito por estelionato e apropriação indébita da 41ª DP (Tanque) e outros dois inquéritos na 34ª DP (Bangu) por estelionato amoroso. Pelo Ministério Público, a 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal (PIP) de Bangu e Campo Grande e a 2ª Promotoria de Investigação Penal de Violência Doméstica de Jacarepaguá acompanham as investigações. Nenhuma das vítimas de Caio Henrique Camossatto no Rio de Janeiro quis dar entrevistas, pois ficaram muito abaladas e não gostariam de reviver os casos. “Elas entendem ser importante que a sociedade tenha conhecimento de que a conduta e os prejuízos que lhe foram causados, não passaram despercebidos e impunes pelo judiciário, e ainda para que outras vítimas mais sejam encorajadas a buscar autoridades, de modo que outros crimes praticados por Caio Henrique da Silva Camossatto não fiquem impunes", finalizou o advogado Arthur Emerich.
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