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Preso pela PF com fuzil em quarto de hotel de luxo ganhava R$ 8 mil na Alerj e movimentou R$ 33 milhões em 5 anos

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07 de Outubro de 2026 às 16:04
4 min de leitura
Preso pela PF com fuzil em quarto de hotel de luxo ganhava R$ 8 mil na Alerj e movimentou R$ 33 milhões em 5 anos

Operação da PF e do MPRJ mira venda de armas ao TCP Um dos 5 presos na Operação Magen, nesta quarta-feira (7), estava hospedado em um hotel de luxo na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, de frente para o mar, e tinha um fuzil calibre 7.62 no quarto. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Marcel Rodrigues Fernandes recebia cerca de R$ 8 mil por mês quando ocupava um cargo comissionado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas movimentou mais de R$ 33 milhões em 5 anos. Na casa dele, em Angra dos Reis, os agentes apreenderam outro fuzil do mesmo calibre. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Alvo da Operação Magen foi preso em um hotel na Barra da Tijuca Reprodução/TV Globo De acordo com a investigação, Marcel ocupou um cargo comissionado na Alerj até outubro de 2025. Ele também teve um cargo no Detran-RJ, do qual foi exonerado em maio deste ano. A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), do MPRJ, em conjunto com a PF. A ação teve como alvo um grupo acusado de negociar armas para o Terceiro Comando Puro (TCP), facção chefiada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, e de fornecer informações sigilosas para integrantes da organização criminosa. As apurações começaram com a análise de um celular atribuído a Peixão. Segundo os investigadores, conversas encontradas no aparelho mostram como o traficante utilizava policiais e outros agentes para adquirir armamentos para a quadrilha. Ainda de acordo com a investigação, o grupo negociou ao menos 22 armas, entre elas 13 fuzis calibre 5.56, além de granadas e uniformes da Polícia Civil. Outros presos Além de Marcel, outras 4 pessoas foram presas na operação: Eduardo Thales Lopes Pires, ex-policial militar, que também ocupou cargo comissionado na Alerj entre 2022 e 2024; José Carlos Ribeiro de Campos, ex-policial militar; Johan Borja Portela, policial militar da ativa, atualmente lotado no Batalhão Ambiental; Vitor Hugo Marinho Garcia, o Batata, ex-PM apontado pela investigação como chefe do grupo. Batata foi preso em Nova Iguaçu. Segundo a PF e o MPRJ, na casa dele foram apreendidos 1 fuzil, 1 granada, R$ 67 mil em espécie e 14 aparelhos de celular. Até maio deste ano, ele ocupava um cargo na Presidência do Detran-RJ. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, ele foi exonerado pela atual gestão. Fuzil foi apreendido em hotel de luxo na Barra Divulgação/PF Foragidos Entre os alvos da operação está o policial civil da ativa Carlos Barnabé Santos Souza. Segundo a investigação, ele forneceria informações sigilosas para que integrantes do grupo extorquissem de criminosos com mandados de prisão em aberto. Carlos Barnabé e Peixão são considerados foragidos. O Gaesf informou que os investigados já foram denunciados à Justiça e se tornaram réus. Eles responderão por crimes como organização criminosa armada, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, usura, além de acusações relacionadas ao tráfico de drogas e armas, conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público. O que dizem as autoridades Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil disse que instaurou um processo administrativo disciplinar pra apurar a conduta de Carlos Barnabé. A instituição disse que não compactua com qualquer desvio de conduta e que adota medidas administrativas e disciplinares diante de indícios de irregularidades dos seus servidores. A PM disse que será instaurado um procedimento administrativo disciplinar para avaliar a conduta dos agentes. O comando destacou o “total compromisso com a transparência e a lisura na atuação policial militar, não tolerando o cometimento de crimes ou desvios de conduta por parte dos seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos”. A Corregedoria Geral da Corporação segue colaborando integralmente com os procedimentos em curso. A PM e a Alerj não tinham se manifestado.
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