Redirecionando com segurança...

84 2020 6153 contato@logicahost.com.br
LogicaMaster
80%
LogicaMaster
Modelo de Site Administrativo para a sua Rádio e TV
Início›Notícias ›RJ ›Em greve há 3 meses, médicos da Maternidade Maria …
RJ

Em greve há 3 meses, médicos da Maternidade Maria Amélia denunciam más condições de trabalho e contratações em regime PJ

RJ
04 de Novembro de 2026 às 18:13
4 min de leitura
Em greve há 3 meses, médicos da Maternidade Maria Amélia denunciam más condições de trabalho e contratações em regime PJ

Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, da Prefeitura do Rio de Janeiro Cristina Boeckel/ G1 Obstetras e pediatras da Maternidade Municipal Maria Amélia Buaque de Holanda, no Complexo do Hospital Souza Aguiar, Centro do Rio, estão em greve há cerca de três meses e reivindicam melhores condições de trabalho. A maternidade é administrada pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Os procedimentos eletivos foram suspensos, mas os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos. Médicos denunciaram em redes sociais que a Secretaria Municipal de Saúde anunciou, nesta semana, contratações em regime PJ para a unidade. Segundo o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed-RJ), a greve começou depois de tentativas frustradas de diálogo com a Secretaria Municipal de Saúde e com a administração da unidade. Entre as reivindicações estão reajuste salarial, melhores condições de trabalho e infraestrutura adequada para o descanso da equipe médica. De acordo com relatos de médicos da unidade, os profissionais contratados como PJ terão salários até 70% superiores aos dos contratados com carteira assinada. Agora no g1 ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp A greve A greve na Maternidade Maria Amélia começou em 13 de julho, após paralisações e manifestações. A última reunião com a Secretaria Municipal de Saúde foi em 28 de outubro e terminou sem acordo. Segundo a categoria, a Prefeitura ofereceu apenas a volta de uma gratificação que havia sido retirada. De acordo com uma médica da equipe, que pediu para não ser identificada, as condições de trabalho pioraram em 2023, quando obras de “melhorias” teriam impedido o uso do refeitório e do estacionamento pelos funcionários. “Quando entrou essa parceria público-privada, foi quando piorou de verdade”, relata. Ela se refere à Parceria Público-Privada (PPP) firmada entre o Complexo Hospitalar Souza Aguiar e o Consórcio Smart Hospital, em licitação vencida em agosto de 2023. A Smart era a única concorrente, e o contrato tem duração de 30 anos. A categoria reivindica recomposição salarial, garantia de dissídio anual, valorização dos plantões em períodos diferenciados e condições adequadas de repouso e higiene, além de medidas para evitar a sobrecarga de profissionais. Maternidade é referência em parto humanizado A contratação de profissionais em regime de prestação de serviços foi considerada "pouco transparente" pelo Sindicato dos Médicos. Para eles, o atendimento humanizado pode ser prejudicado, porque a mudança desestimula e substitui o corpo clínico de referência em atenção materno-infantil. “É uma maternidade que tem um corpo clínico diferenciado, que é referência na humanização dos partos e sempre foi reconhecida por isso”, explica Alexandre Telles, presidente do SinMed-RJ. “As colegas começaram a perceber nos grupos de WhatsApp propostas para contratar médicos para lá por PJ, que é um vínculo que não tem licença-maternidade. Pasme, a gente está falando de uma maternidade, então as obstetras que vão trabalhar nessa maternidade não vão ter direito a licença-maternidade”, destaca Alexandre. Em 2024, a maternidade conquistou a Medalha Amigo da Primeira Infância e o prêmio Dr. Pinotti Hospital Amigo da Mulher, concedidos pela Câmara dos Deputados. Para o SinMed/RJ, o aumento da rotatividade de profissionais prejudica o entrosamento da equipe e o padrão de qualidade do atendimento. O que diz a Secretaria Municipal de Saúde Em nota, a direção do Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda (HMMABH), por meio da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou as contratações em regime PJ para vagas não cobertas pela unidade. Segundo a direção, as contratações acontecem para manter a assistência e o acolhimento das gestantes do município, e o atendimento tem sido afetado pela greve. A Secretaria não confirmou nem negou que os salários dos PJ sejam superiores, e não informou quantos profissionais serão contratados. O órgão também não se pronunciou sobre o atual funcionamento da maternidade e sobre a greve. O que diz a SPDM A SPDM afirmou que a questão é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo o sindicato, a Associação participou das reuniões e negociações sobre a greve. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Leia também