‘A gente fica em pânico’, diz mãe de aluna que estava em ônibus usado como barricada na Linha Vermelha
Operação da PM na Maré tem 3 mortos e 13 pessoas feridas A mãe de uma das estudantes que estavam em um ônibus escolar abordado por criminosos na Linha Vermelha nesta segunda-feira (28) disse que entrou em pânico ao receber uma mensagem da filha durante a viagem. Segundo Marianna Pires, a menina contou que o veículo havia sido assaltado, mas que todos estavam bem. “Minha filha me mandou uma mensagem inicialmente falando ‘mãe, teve um assalto aqui na viagem. O ônibus tá parado, mas tá todo mundo bem’", lembrou Marianna. "É claro que a gente fica em pânico, em desespero. Gera uma taquicardia, uma sensação de impotência, né? A gente cria os nossos filhos dentro de toda a possibilidade de segurança, mas não tem como blindar de tudo”, acrescentou. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Marianna Pires Reprodução/TV Globo Os três ônibus escolares transportavam mais de 100 estudantes, com idades entre 11 e 12 anos. Eles saíram da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e seguiam para o interior do estado. Quando passavam pela Linha Vermelha, perto do acesso à Rodovia Washington Luís, dois dos veículos foram abordados por bandidos. As chaves foram retiradas e o trânsito chegou a parar. Segundo testemunhas, dois ônibus reservas foram enviados ao local e as crianças seguiram viagem. Nenhum estudante ficou ferido. Imagens do Globocop registraram o momento em que um dos ônibus faz uma manobra na via. Segundo a Polícia Militar, o ataque foi uma represália à operação realizada no Complexo da Maré. A ação deixou 3 suspeitos mortos e 13 feridos. Em represália a operação na Maré, criminosos usam ônibus como barricada na Linha Vermelha Allan Cavalcante / TV Globo A PM entrou na comunidade ainda de madrugada em uma operação contra o tráfico de drogas, o roubo de cargas e veículos e a circulação de armas em oito comunidades. Cerca de 200 policiais participaram da ação. Moradores registraram a entrada de blindados nas comunidades e afirmaram que os policiais chegaram ao complexo enquanto a comunidade ainda comemorava o Dia de São Cosme e São Damião. “Era meia-noite, cheio de criança na rua, tava tendo festa de Cosme e Damião. Não respeitaram o morador, saíram entrando com o caveirão, arrastando carro. Tem vídeo pra provar, é uma falta de respeito com o morador”, disse um homem. O porta-voz da PM, major Maicon Pereira, afirmou que a corporação não tinha informação sobre festas religiosas durante a operação. “A gente não tem informação de festas relativas a comemorações religiosas dentro do Complexo da Maré durante a ação que nós desenvolvemos”, falou o porta-voz da PM, major Maicon Pereira. O porta-voz da PM, major Maicon Pereira Reprodução/TV Globo Segundo a PM, foram apreendidos 12 fuzis e 8 pistolas, além de granadas e drogas. “São fuzis que mostram o alto poderio bélico desses criminosos do Complexo da Maré. Além disso, tem uma pistola que tinha carregador diferenciado que transformava esse armamento em submetralhadora o que mostra o poder de fogo desses criminosos que foram presos no dia de hoje”, falou o porta-voz da PM. Ainda de acordo com a polícia, 12 criminosos foram presos e um adolescente foi apreendido. Três suspeitos foram mortos em confronto. Durante a operação, um policial militar e dois adolescentes ficaram feridos e foram levados para hospitais da região. Um dos adolescentes tem 12 anos e foi atingido por estilhaços de uma granada que, segundo moradores, foi atirada por traficantes contra os agentes. Ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte, e já recebeu alta. Segundo a Prefeitura do Rio, 41 escolas não abriram e quatro unidades de atenção primária suspenderam o funcionamento. Ônibus escolares são usados como barricadas na Linha Vermelha Allan Cavalcante / TV Globo 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
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